terça-feira, 19 de maio de 2009

Sobre anestesias

04:12 am.


O efeito do anestésico passou.

Agora eu posso sentir exatamente o parafuso que entrou cortando meu nariz, fazendo com que minha cara ficasse enorme como lua cheia...

A respiração é curta e em alguns momentos é como se o ar nem entrasse.

A boca fica seca, ferida, e com gosto de cabo de guarda-chuva.

Preço que se paga pela vaidade...

Ou pela necessidade de se fazer algo por si mesmo.


Dormonid não tem efeito, engraçado! Até o médico achou estranho.

Sono? Até tenho, mas o que é dormir? rs.

Devo me esquecer desse verbo por alguns dias.


Esperando pela revolução da minha vida. Que deve acontecer em aproximadamente 15 dias.

Não a cara desinchada, mas as mudanças de rumo que hei de tomar daqui pra frente.


Observação quanto aos méritos. Quanto às pessoas...


Posso ser a lua... Ou posso apenas não ser ninguém.


Mas daqui pra frente preciso brilhar pra outros lados, outras pessoas.

Que sejam um espelho pro meu Bom dia.


A minha mãe deve estar sofrida. Pensando no anestésico.

Ela pensa: - O que será que ela comeu hoje? Quanto será que está sentindo de dor?

Mãe é mãe! Nunca vai deixar de ser.

Acredito que ela não estar aqui nesse dia é parte da morte que costuma desejar quando algo sai errado.

Mas eu tô bem.


Ainda falante, respirante, aspirante, apesar da dor.


"Anestesia aqui só mais um pouquinho, doutor, tá doendo! Anestesia também o meu coração."

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