domingo, 21 de junho de 2009

No fim, sempre tudo se quebra...

A gente se atreve a fazer as mesmas burrices todos os dias... Acordar cedo e desejar ficar mais 5 minutos até se perder no tempo e chegar atrasado no trabalho.
A gente não mede esforços pra fazer as coisas acontecerem e quando elas acontecem a gente vira as costas...
Um final de semana perfeito, com um final totalmente estragado.
Pq a gente teima em desejar que as coisas não saiam do nosso controle e quando dá por si, já não é dono nem de suas mãos...
E então pede pra morrer... Pros dias voarem logo... Pras festas nunca mais acabarem, pro domingo nunca mais chegar...
E essa segunda iniciada, com cheiro de chuva. Com cor de vento gelado.
E essas lágrimas que tendem a cair seguradas por um orgulho insano e idiota.
Não vale!
Não vale!

domingo, 14 de junho de 2009

O SOL

Ahhh! Esse mesmo Sol que te esquenta, agora insiste em desaparecer.
Brincar de esconde-esconde em nuvens de algodão-doce. Brancas, velozes...
E o vento gelado que esfria teu coração. Que pulsa agora muito mais intensamente, na esperança de esquentar um corpo que já não responde como antes.
As mãos congeladas fazem dedos roxos, insensíveis, incapazes de decifrar texturas, toques, sorrisos.
Você sente a angústia do Sol, sendo possuído pela noite, ainda mais fria, mais cruel.
E as rachaduras do seu rosto se parecem com o tempo que você perdeu procurando seu cobertor.
Que nem era assim tão macio, nem tão quente.
Buscai teus galhos secos por debaixo da chuva. Seus pingos cortantes o fazem sangrar.
E não respire tão fundo afim de não congelar também os pulmões, já que teu coração agora nem bate mais...
Uma fogueira para aquecer seus ossos, para que um dia pelo menos ainda consiga andar.
Já que a busca deve ser constante...
Caminhe... Pelas grandes montanhas de gelo.
Encontre seu vale encantado. Lá estará o Sol que vc tanto procurou.
Suas águas quentes, seu cobertor surrado, abandonado por ti.
E depois, venha até mim... Eu lhe darei o que falta para te esquentar...


*** Gelada, rosada, sonâmbula...***

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sexta - feira

Sexta - feira, 9 horas e 07 minutos - noite.
Eu e meu brigadeiro de panela.
Uma fuga de sala de aula. Discussões pelo msn.
Telefones que nunca tocam.
Onde estarão as pessoas, afinal?
Num parque de diversões, sento com algumas crianças numa roda que desliza.
Sinto minha cabeça girar.
Uma fincada no estômago.
Um quase delírio.
Escuto os gritos felizes das crianças, e sinto o meu corpo gritar de desespero: - Me tira daqui!
As estrelas agora parecem mais tontas do que minha cabeça.
Sararacuteiam no manto azul escuro, e percebo que elas podem zombar de mim.
Então, ainda girando, olho ao redor. As árvores passando rapidamente, a grama, os cabelos esvoaçantes dos pequeninos.
Até a roda parar de girar...
O corpo sente como se a dose mais forte de alcool tivesse lhe sido enfiada pelas veias.
As pernas se cruzam, se descruzam, se contorcem.
Parecem não obedecer aos meus comandos.
Nem nada mais...
Meu estômago ainda dói. Horas depois da cabeça destontear.
Arde, queima, reverberiza o estado febril do meu corpo adoecido de espera.
Mas alguém lá disse...
- O discurso é o mesmo!

HAHAHA. Que venha a canoa branca. Apenas pra me levar pro mar.