segunda-feira, 16 de março de 2009

SONHOS


Ele achava graça da minha mão pequena... Ria quando eu trocava os nomes das músicas que eu fingia conhecer absolutamente.

Quando eu cantava escondida no banheiro quando a água do chuveiro fazia aquela acústica perfeita.

Eu rezava pra que aquilo fosse eterno...

As minhas roupas justas e o meu casaco de pele. As minhas botas finas e elegantes por cima da calça jeans e ele pensava: "como aquilo entrou nela?"

Cada linha do meu rosto em que ele passava o dedo e pintava com sua memória.

Quando ele fazia aquela cara de menino carente e me chamava pra tomar sorvete na praça.

O meu cheiro era sempre o melhor, meu sorriso era sempre o mais doce, minhas músicas sempre as mais encantadoras canções de amor.

Eu parecia voar toda vez que ele me tocava... Ele esperava o momento certo.

Paciência com minhas dúvidas, meus medos, minhas crises...

Eu era a menina dos olhos dele.


... A janela estava aberta e o Sol entrou cabuloso e bateu justamente na minha cara.

E eu acordei!

Deve ter durado mais ou menos parte da noite até eu ver os amigos correndo bebados e semi nus pelo corredor da casa, pedindo café, ou mais um gole de cachaça.

O bafo de álcool espanando um pedido de "sexo". Argh!

E depois as gigantes e conflitantes crises de ciumes sem fundamento.


... Acordei num salto!

Pulei da cama, vesti uma roupa qualquer, lavei o rosto e fui trabalhar...

Independência!

Rompi a casca do ovo e liberei o último "sapo".


E ouvi alguém dizer: "Welcome back!"


E comecei a escrever sobre como sexo e brigadeiro tem o mesmo sabor no final...


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