Sentada a beira do nada, de um jeito onde meus pés não tocam o chão... Um caderno de folhas amareladas às mãos me fazem companhia. A caneta desenha algumas palavras tortas e fora da linha por causa do céu escuro e sem lua que paira sobre a minha cabeça.
Sinto que esfria. Agora é a hora de chegar o vento gelado da madrugada, que congela as mãos e a ponta do nariz.
E eu com algum agasalho velho, escrevo cartas que jamais serão lidas... E qu
e na verdade, não tem destino certo.
Fico pensando no quanto as pessoas inventam coisas para tentar se livrar da culpa de seus erros. Lembro-me quantas desculpas me pediram, e no quanto eu acreditei ser verdade as belas palavras de perdão daqueles que um dia feriram minha alma.
Simplesmente porque eu não sou só corpo e infelizmente vivo as coisas com o espírito.
Estática, consigo não movimentar meus olhos para que nenhuma gota mísera de lágrima escorra dos meus olhos, por um passado tão medíocre e sem sentidos.
Mas afinal, sobre os meus ombros surgem o peso de ter permitido a saída ou a entrada de cada dificuldade minha.
Eu consigo balançar os pés na tentativa de esquentá-los, em vão...
E sinto o ar cortante no meu rosto, enquanto meu corpo treme.
Podia pular de lá de cima, experimentando a queda como fosse uma libertação dos momentos vividos, das dificuldades, do frio...
Sabe... Eu até consigo enxergar meu corpo caindo...
Vi ele cair tantas vezes e tantas vezes eu o ergui, sem forças, sem esperanças.
Uma carcaça que a cada queda é preciso dar outra vida.
Ao olhar em frente, vejo o nada... Porque meus olhos vêem aqueles pontinhos brilhantes que surgem quando a gente fecha os olhos, e apesar dos meus estarem abertos, na escuridão, consigo ver além do meu corpo caindo, um monte de estrelas que ninguém mais vê.
E aquelas folhas amareladas o vento leva consigo, apenas ele consegue ler. E eu fico com as memórias daquilo que um dia desejei ser, e do caminho que um dia sonhei seguir...
"Aos pescadores e toda a orla que agora encontra essa garrafa, digo-lhes que fui feliz, que amei e fui amada, e agora em forma de bússola, parto dessa vida, para encontrar meu próprio Norte..." Crys Ribeiro.
Sinto que esfria. Agora é a hora de chegar o vento gelado da madrugada, que congela as mãos e a ponta do nariz.
E eu com algum agasalho velho, escrevo cartas que jamais serão lidas... E qu
e na verdade, não tem destino certo.Fico pensando no quanto as pessoas inventam coisas para tentar se livrar da culpa de seus erros. Lembro-me quantas desculpas me pediram, e no quanto eu acreditei ser verdade as belas palavras de perdão daqueles que um dia feriram minha alma.
Simplesmente porque eu não sou só corpo e infelizmente vivo as coisas com o espírito.
Estática, consigo não movimentar meus olhos para que nenhuma gota mísera de lágrima escorra dos meus olhos, por um passado tão medíocre e sem sentidos.
Mas afinal, sobre os meus ombros surgem o peso de ter permitido a saída ou a entrada de cada dificuldade minha.
Eu consigo balançar os pés na tentativa de esquentá-los, em vão...
E sinto o ar cortante no meu rosto, enquanto meu corpo treme.
Podia pular de lá de cima, experimentando a queda como fosse uma libertação dos momentos vividos, das dificuldades, do frio...
Sabe... Eu até consigo enxergar meu corpo caindo...
Vi ele cair tantas vezes e tantas vezes eu o ergui, sem forças, sem esperanças.
Uma carcaça que a cada queda é preciso dar outra vida.
Ao olhar em frente, vejo o nada... Porque meus olhos vêem aqueles pontinhos brilhantes que surgem quando a gente fecha os olhos, e apesar dos meus estarem abertos, na escuridão, consigo ver além do meu corpo caindo, um monte de estrelas que ninguém mais vê.
E aquelas folhas amareladas o vento leva consigo, apenas ele consegue ler. E eu fico com as memórias daquilo que um dia desejei ser, e do caminho que um dia sonhei seguir...
"Aos pescadores e toda a orla que agora encontra essa garrafa, digo-lhes que fui feliz, que amei e fui amada, e agora em forma de bússola, parto dessa vida, para encontrar meu próprio Norte..." Crys Ribeiro.
Me lembra alguém.
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