Ahhh! Esse mesmo Sol que te esquenta, agora insiste em desaparecer.
Brincar de esconde-esconde em nuvens de algodão-doce. Brancas, velozes...
E o vento gelado que esfria teu coração. Que pulsa agora muito mais intensamente, na esperança de esquentar um corpo que já não responde como antes.
As mãos congeladas fazem dedos roxos, insensíveis, incapazes de decifrar texturas, toques, sorrisos.
Você sente a angústia do Sol, sendo possuído pela noite, ainda mais fria, mais cruel.
E as rachaduras do seu rosto se parecem com o tempo que você perdeu procurando seu cobertor.
Que nem era assim tão macio, nem tão quente.
Buscai teus galhos secos por debaixo da chuva. Seus pingos cortantes o fazem sangrar.
E não respire tão fundo afim de não congelar também os pulmões, já que teu coração agora nem bate mais...
Uma fogueira para aquecer seus ossos, para que um dia pelo menos ainda consiga andar.
Já que a busca deve ser constante...
Caminhe... Pelas grandes montanhas de gelo.
Encontre seu vale encantado. Lá estará o Sol que vc tanto procurou.
Suas águas quentes, seu cobertor surrado, abandonado por ti.
E depois, venha até mim... Eu lhe darei o que falta para te esquentar...
*** Gelada, rosada, sonâmbula...***
Isso da uma música...
ResponderExcluirPosso me atrever a adaptar?
=D